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Imagem: REAL MADRID/DIVULGAÇÃO

Carlo Ancelotti: a escolha certeira da CBF

Atual comandante do Real Madrid será o novo comandante da Seleção Brasileira


Leandro Cabido

Esporte

Comentarista Esportivo


O maior técnico do mundo vai treinar o maior time do mundo. Simples assim. Carlo Ancelotti, de 64 anos, é um dos poucos nomes unânimes do futebol moderno, consolidado em excepcional carreira como treinador em clubes. 

Estar na Seleção Brasileira é um passo importante para alcançar, quem sabe, um patamar ainda mais alto - se é que possível - de uma fantástica história. A informação do acerto é do jornalista André Rizek, do SporTV.

Ancelotti é um dos dez maiores treinadores da história do futebol segundo a revista France Football, em 2019. Venceu as cinco principais ligas da Europa, além de quatro Champions League. 

Para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), esperar o atual comandante do Real Madrid não foi fácil. Trata-se de uma pressão interna grande, além de uma revolução dentro da instituição. Porém, o tiro foi certeiro e a espera após a saída de Tite valeu a pena.

A discussão, em muitos momentos vazia, se o treinador deveria ser brasileiro ou estrangeiro, atrapalhava. E, mesmo com alguns entraves, a CBF conseguiu algo que muitos duvidavam: acertar na escolha. 

Aos que procuram defeitos, há uma situação que alimenta essa busca quase que prazerosa por problemas. Ele não chegaria de imediato, tendo ainda mais uma temporada de contrato com o clube de Madri. E a minha resposta para essa situação é cercada de alguns questionamentos aos que insistem em diminuir qualquer tentativa incessante de evolução.

Chegar agora para jogar o que exatamente? Amistosos? Eliminatórias em que 65% das equipes avançam para o Mundial? Se preparar para a Copa América?

Não há motivo algum para esse drama. O que importa acontecerá apenas em 2026 e, honestamente, dois anos é mais do que suficiente para um trabalho sólido. Sem contar que Davide Ancelotti, filho do homem, deve desembarcar antes do pai em território tupiniquim para começar os trabalhos, de acordo com informações do GE e também da ESPN. 

Outras dúvidas vão surgir, como seria com qualquer outro profissional forasteiro. Será que vai morar no Brasil? Será que vai acompanhar de perto o Campeonato Brasileiro? Os jogadores que atuam na Europa terão prioridade? 

A verdade que machuca muita gente é que a CBF foi capaz de trazer ao Brasil alguém que em vários outros momentos seria impossível. Ousou evoluir e sair da mesmice. Foi atrás de alguém que tem quase o tamanho da Seleção. 

Ancelotti é o nome ideal para uma unificação do país em torno do seu principal símbolo. Sim, um italiano. Mas e daí? Competência não tem nacionalidade.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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