Cidades

  1. Notícias
  2. Cidades
  3. Polícia Civil instaura inquérito para investigar causas do acidente que matou 7 torcedores do Corinthians em MG
Imagem: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Polícia Civil instaura inquérito para investigar causas do acidente que matou 7 torcedores do Corinthians em MG

Ônibus que transportava torcedores de volta a São Paulo estava em situação irregular


Por Lucas Rage

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as causas do acidente envolvendo um ônibus transportando torcedores do Corinthians que deixou 7 mortos na Rodovia Fernão Dias (BR-381), na altura da Serra de Igarapé, no fim de semana.

Segundo a Polícia, os envolvidos serão ouvidos nos próximos dias, e nenhuma linha investigativa é descartada. A investigação será conduzida pela Delegacia de Brumadinho, na Região Central do estado.

Os corpos das vítimas foram liberados pelo Instituto Médico Legal nesta segunda-feira (21) e seguiram para São Paulo, onde serão velados.

O acidente aconteceu na madrugada de domingo, quando torcedores voltavam de uma partida entre Cruzeiro e Corinthians, em Belo Horizonte. Segundo relatos de testemunhas, o ônibus teria perdido o freio durante uma curva e se chocado contra um talude na lateral da pista. 

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus não tinha autorização para realizar o transporte interestadual de passageiros.

Falta fiscalização, aponta SOS Estradas

Para o coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto, a falta de fiscalização nas rodovias é um dos componentes que contribuíram para o acidente. Em fala ao Rocknews, Rizzotto pontuou ainda as más condições dos veículos que circulam pelas estradas brasileiras, somada à carga de trabalho excessiva dos motoristas.

“São uma série de situações que vão contribuir para o que a gente chama depois de acidente. No caso deste veículo em particular, a ANTT fala que esse veículo estava sem autorização para fazer viagens interestaduais. Não tinha autorização para sequer circular, por que o cronotacógrafo, a chamada “caixa preta” do veículo de transporte de passageiros, estava sem a verificação obrigatória há três anos”, afirma Rizzotto. “Como ele estava em um comboio, com vários veículos, é provável que os outros estavam irregulares também. Mas aí cabe à ANTT fiscalizar, se é que vão fazer isso”, completou (veja a íntegra da entrevista abaixo).


Colunistas

Carregando...

Saiba mais