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Imagem: Acervo Câmara dos Deputados

“Só depende dele”, diz Lira sobre Haddad e a aprovação da Reforma Tributária

Presidente da Câmara se posicionou sobre a tramitação da proposta no Congresso Nacional, ainda em 2024


Por Estadão Conteúdo

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse nesta terça-feira (19), que a regulamentação da reforma tributária "só depende dele", referindo-se ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Questionado por jornalistas se seria possível aprová-la ainda em 2024, Lira disse que aguarda um calendário da Fazenda sobre quando a proposta será enviada.

"Ele (Haddad) tem que mandar regulamentação, ninguém tem um relator antes do texto", afirmou Lira, rejeitando a hipótese de estabelecer um relator para intermediar as conversas sobre a proposta desde já.

Lira disse, ainda, que os projetos de regulamentação da tributária terão mais de um relator. Também reforçou o pedido de reunião com Haddad para discutir o calendário da regulamentação da reforma. Mais cedo, o presidente da Câmara afirmou que pediu uma reunião com o ministro da Fazenda e aguarda uma resposta.

"A conversa com Haddad é para discutir calendário da regulamentação, Mérito e forma ainda vamos discutir (depois)", afirmou Lira.

O presidente da Câmara defendeu que a "regulamentação da tributária não pode naufragar por falta de calendário". Segundo ele, se o governo deixar a proposta para depois de 2024, "fica complicado".


Mais cedo, o ministro da Fazenda disse que a regulamentação da reforma tributária precisa ser aprovada pelo Congresso até o ano que vem e afirmou acreditar que haja tempo para uma votação na Câmara ainda neste ano. "Se a regulamentação da tributária for agora em abril para o Congresso e tivermos um bom relator designado, eu penso que é possível chegar após as eleições (municipais) com um entendimento", disse a jornalistas.

De acordo com Haddad, durante as eleições, não haverá tempo para fazer audiências públicas, mas será possível adiantar alguns pontos. "Isso vai depender muito da habilidade do relator e acredito que, na Câmara, pelo menos, haja tempo para votar."

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