Opinião

  1. Notícias
  2. Opinião
  3. BH vira palco central para debates sobre transição energética 
Imagem: Enio Fonseca / Arquivo Pessoal

BH vira palco central para debates sobre transição energética 

Belo Horizonte foi, por dois dias, a capital mundial para discutir a transição energética


Ênio Fonseca

Notícias

Engenheiro Florestal especialista em gestao socioambiental. CEO da Pack of Wolves Assessoria Socioambiental, Conselheiro do FMASE. Foi Superintendente do Ibama, Conselheiro do Copam e Superintendente de Gestão Ambiental da Cemig. Membro do IBRADES , ABDEM, ADIMIN, da ALAGRO E SUCESU


O Governo Brasileiro, dentro das atividades do G20 organizou dias 27 e 28 em Belo Horizonte, a 3ª Reunião do Grupo de Trabalho sobre Transições Energéticas, preparatória para a próxima COP.

O grupo é composto por África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia, além de União Africana e a União Europeia.

Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, cuja pasta coordena as discussões, abriu o evento que debateu além da transição energética, discussões em temas como inclusão social e reforma da governança global, reforçando a dimensão social da transição energética. 

O ministro afirmou em sua fala que: “Os biocombustíveis precisam ser reconhecidos como uma fonte importante de descarbonização. O Brasil é líder mundial em transição energética, e precisamos construir um futuro onde todas as nações cooperem para alcançar uma matriz energética sustentável." Ele destacou a importância de respeitar as potencialidades naturais de cada região e promover uma cooperação global para enfrentar os desafios energéticos.

De acordo com relatório da BloombergNEF, o Brasil investiu cerca de 34,8 bilhões de dólares em energias renováveis em 2023. O país tem mais de 95%  de sua energia elétrica proveniente de fontes limpas e renováveis, e investimentos significativos estão sendo feitos em linhas de transmissão, energia eólica, solar e biomassa.

“Os crescentes custos de energia podem impactar desproporcionalmente as famílias de baixa renda, exacerbando desigualdades existentes e levando à pobreza energética. É nossa responsabilidade coletiva implementar políticas públicas e estratégias que protejam contra esses efeitos adversos, garantindo que os benefícios da transição energética sejam compartilhados de forma equitativa”, pontuou, no evento a A analista sênior de Políticas da Agencia Internacional de Energia- AIE, Jane Cohen.

O G20 atualmente é presidido pelo Brasil.O evento na capital mineira  contou com representantes das maiores economias mundiais, além de países convidados.

Presentes ao evento Marília Carvalho de Melo , Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Fernando Passalio , Secretário de Desenvolvimento Economico, Professor Mateus Simões de Almeida , Vice Governador de MG, Marina Meyer , Deputado Gil Pereira , Alexandre Ramos, presidente CCCE, Yuri Schmitke A. B. Tisi, MSc. , Presidente da ABREN, Elbia Gannoum , Presidente Abeolica, a representante especial do secretário geral das Nações Unidas, Damilola Ogunbiyi, Fernando Zancan, Presidente Associação Brasileira do Carbono Sustentável, outras lideranças do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico- FMASE, onde sou conselheiro  e centenas de especialistas do Brasil e de vários países.

Numa iniciativa da  ALAGRO - Academia Latino-Americana do Agronegócio, que  também se fez representar pela Diretora Lorena Michele, participei do evento como delegado do Governo Brasileiro.

No dia 28 aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de MG-FIEMG um workshop que discutiu detalhes do projeto Diálogo UE-Brasil sobre a redução de metano no setor de resíduos agrícolas e urbanos. A ação, que é conduzida pelo projeto EU Climate Dialogues (EUCDs), conta com financiamento da União Europeia e tem execução no Brasil  pela Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos- ABREN com apoio da Fiemg.

O evento está alinhado com a reunião do G20 que discutiu, em BH a transição energética e consonância com os interesses no tema sustentabilidade ambiental e esta focado na redução de emissões de gases de efeito estufa.

O evento foi realizado durante o encontro do G20 em Belo Horizonte e é considerado uma peça fundamental nesse compromisso, destacando a importância do estado de Minas Gerais na produção de biogás e biometano. O workshop foi uma plataforma relevante para a troca de conhecimentos e discussões sobre regulamentações e padrões técnicos essenciais para a produção sustentável de ambos os combustíveis.

Discussões sobre políticas climáticas e sustentabilidade.

Na abertura do evento foram feitas falas do Presidente do Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da FIEMG- CEMA,  Mário Campos Filho, também presidente do SIAMIG, de Giulia Laura da European Biogas Association e de Enio Fonseca, Conselheiro do Fórum de Meio Ambiente do Setor Elétrico- FMASE, Conselheiro no CEMA e Diretor de Responsabilidade Social e Ambiental da ALAGRO.

O Presidente-Executivo da ABREN, Yuri Schmitke, reforçou a necessidade de políticas públicas integradas para fortalecer a produção de biocombustíveis no Brasil, destacando os desafios e oportunidades e apresentou análises comparativas sobre a produção de biometano e biogás no Brasil e na União Europeia.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
Colunistas

Carregando...


Saiba mais